Living Building Challenge: o futuro das certificações

O Living Building Challenge,  criado pelo Institute for Living Futures, é um método de certificação que promete ser o sucessor do LEED e ultrapassar suas conquistas. Vocês sabem o motivo?

 

Rumo à verdadeira sustentabilidade:

Como criar um mundo que não é apenas menos mau do que o que vivemos hoje, mas sim sinceramente bom? Em uma época onde há racionamento de água, de energia, de petróleo, de fósforo e um rápido crescimento populacional, devemos achar uma maneira de reinventar a relação com o mundo natural. E é isso que o Living Building Challenge promete. Nos ajudar a repensar o modo que construímos, uma vez que sua escala de sustentabilidade garante a regeneração da natureza. Acho que um gráfico vai bem para ilustrar o momento…

 

Gráfico sustentabilidade Living Building Challenge
As primeiras regras que apareceram para construções vieram no Código de Obras. Nessa época, não se preocupava muito com os impactos causados. Com o desenvolvimento do LEED, houve um importante avanço no modo como construímos, caminhando em direção a algo menos impactante. Apareceram os edifícios Green, evoluindo para os de Alta Performance. Com a filosofia do LBC, passamos para a parte verde do gráfico, onde as edificações e comunidades fornecem algo para a natureza. Isso é um conceito muito poderoso, pois estamos em busca da verdadeira sustentabilidade e de como regenerar o mundo natural.

 

Pronto! Concorda que atestar a sustentabilidade de uma edificação é meramente um “carimbo”? O mais importante é restabelecer nossa relação com o mundo natural e nos colocarmos como parte dele. Assim, o Living Building Challenge nos dá um possível caminho para atingirmos este ponto, um caminho a trilhar para o futuro. Ele pode ser aplicado em construções novas ou existentes, em múltiplas escalas e em diferentes localizações.

 

Living Building Challenge, como funciona?

Lembram daquele post sobre como funciona um método de certificação? Que as diferenças entre eles basicamente estão na quantidade de atributos, de classificações e na métrica de seus parâmetros.

O LBC é um sistema multi atributos, com um único nível de certificação. Recentemente, foi introduzido o sistema “pétalas”, fazendo com que o edifício consiga atingir certificados parciais. As pétalas são sete categorias, sendo elas: lugar, beleza e inspiração, água, materiais, energia, qualidade interna e equidade, subdivididas em 20 requisitos obrigatórios.

Ou seja, para um edifício receber o certificado LBC, ele deve atender a todas as pétalas e seus itens. Por sua vez, os certificados parciais são dados dentro de uma única pétala, por exemplo, o edifício é Net Zero para energia.

 

living building challenge petala

O mais interessante deste método é quanto a métrica, pois é baseado em valores absolutos. Por exemplo: você deve gerar 105% da energia que seu edifício consome, ou seja, você deve produzir 5% a mais para a comunidade local. Isso deixa o objetivo a ser alcançado muito mais concreto do que um sistema comparativo.

Agora, vocês me perguntam: e como mede beleza e inspiração? Sim, estes fatores são mais subjetivos, porém estão muito relacionados a quanto os usuários se identificam com o lugar. Segundo a ideologia do LBC, ao criar este vínculo com as pessoas, aumentamos o poder de preservação do próprio edifício.

Isso nos leva a mais uma diferença importante: é a performance do edifício que está sendo avaliada, não o que é esperado ou projetado. Por isso, a construção para ser certificada deve estar em funcionamento, pelo menos, por 12 meses consecutivos, buscando um entendimento integral da edificação. Uma forma muito mais eficaz de análise, não é mesmo?

 

 

 

 

 

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