Casa de Vila: o jogo entre volumes e jardins

O post de hoje traz esta residência bem planejada, que adotou posturas sustentáveis para ganhar ainda mais qualidade de projeto: a Casa de Vila, da CR2 Arquitetura.

 

Casa de Vila, vista do jardim dos fundos. (Fonte: Galeria de Arquitetura).
Casa de Vila, vista do jardim dos fundos. (Fonte: Galeria de Arquitetura).

 

Situada em uma vila de uso misto em São Paulo, a moradora queria um local para trabalhar e morar. Assim, as arquitetas propuseram uma casa dividida em três blocos, intercalados por jardins. No primeiro, fica o atelier e as dependências de funcionários; no segundo, a casa em si, com dois pavimentos; e no terceiro, uma área para confraternizações, todos com acessos individuais.

As arquitetas se preocuparam também com o poder de adaptabilidade do projeto no futuro: o quarto do filho pode ser revertido em escritório. Já apresentamos aqui a JustK, do escritório Amunt, com o mesmo conceito. Prever transformações no núcleo familiar e flexibilidade nos espaços evita ociosidades e futuras demolições e/ou reformas.

 

Volumetria. (Fonte: Galeria de Arquitetura).

 

Os blocos ocupam 265m2 do terreno de 400m2, deixando uma boa parcela permeável. Um deck, que atravessa todos os volumes, é responsável por marcar a circulação da frente ao fundo do lote.

 

A circulação é marcada pelo deck de madeira. (Fonte: Galeria de Arquitetura).
A circulação é marcada pelo deck de madeira. (Fonte: Galeria de Arquitetura).

 

O jardim entre o primeiro e segundo bloco é menor, com caráter de passagem, por isso as aberturas voltadas a ele são menos generosas. O último jardim, que faz a ponte entre a casa e a área de lazer é maior, com grandes superfícies envidraçadas nessa face.

 

O jardim entre o primeiro e segundo bloco. (Fonte: CR2).
O jardim entre o primeiro e segundo bloco. (Fonte: CR2).

 

Aberturas generosas para o jardim mais amplo. (Fonte CR2).
Aberturas generosas para o jardim mais amplo. (Fonte CR2).

 

A divisão em blocos também foi uma decisão importante para a ventilação e iluminação naturais, uma vez que a casa não possui recuos laterais. O fato de ter aberturas nas faces opostas dos blocos permite a ventilação cruzada e uma maior eficiência térmica.

Outro ponto de destaque quanto a preocupação do conforto térmico é o telhado verde, que, além deste papel, proporciona uma paisagem mais agradável a casa e ao entorno, rodeado por edifícios mais altos.

 

 

Materiais:

 

A estrutura da casa é metálica, com fechamentos em drywall e placas cimentícias, uma obra mais rápida e limpa, gerando menos resíduos.

A fachada foi revestida por um painel ripado de madeira, principalmente por motivos estéticos, para camuflar todas estas entradas. Podemos incluir esta decisão como outro ponto que agrega valor sustentável ao projeto, pelo uso de madeira, a qual também foi utilizada como revestimento de pisos e paredes, no deck, em portas e janelas.

 

Fachada como um elemento único, revestido de madeira. (Fonte: CR2).
Fachada como um elemento único, revestido de madeira. (Fonte: CR2).

 

Cada uma das entradas dá acesso a uma parte da casa. (Fonte: CR2).

 

As portas camarão de madeira ajudam no controle da radiação solar. Ao fundo, podemos ver o telhado verde. (Fonte: CR2 Arquitetura).
As portas camarão de madeira ajudam no controle da radiação solar. Ao fundo, podemos ver o telhado verde e como o mesmo influencia nas vistas da casa. (Fonte: CR2 Arquitetura).

 

No piso do térreo, foi utilizado um revestimento monolítico PU, por não ter juntas e dar uma sensação de amplitude para o ambiente.

 

Detalhe para o piso monolítico, cortado pelo deck, que marca o eixo longitudinal da residência. (Fonte: Galeria de Arquitetura).
Detalhe para o piso monolítico, cortado pelo deck, que marca o eixo longitudinal da residência. (Fonte: Galeria de Arquitetura).

 

 

Quer saber mais detalhes? Assista ao vídeo da Galeria da Arquitetura:

 

 


Fontes:

CR2 ArquiteturaGaleria da Arquitetura

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