É declive e continua assim: Capitol Hill Residence

O que o cliente queria? Aproveitar a vista de Seattle e otimizar o que o clima e local tinham a oferecer. O terreno? Um declive considerável. O escritório designado para este desafio foi o Balance Associates, acompanhado por uma equipe especializada formada por engenheiros, paisagistas e especialistas solares. E assim nasceu a Capitol Hill Residence, com um desenho interessante, em conformidade com as exigências do cliente e com posturas sustentáveis.

 

A Capitol Hill Residence, em Seatle. (Fonte: Archdaily).
A Capitol Hill Residence, em Seatle. (Fonte: Archdaily).

 

O terreno e suas dificuldades moldaram a planta e a forma da residência, uma vez que o arquiteto manteve o perfil natural do lote e projetou na área menos íngreme disponível. E isso é um grande ponto a favor da sustentabilidade. Quanto menos intervenções fazemos no terreno, melhor no ponto de vista ecológico.

 

A concepção do projeto, explicando o motivo do desenho: aproveitamento da vista, da luz natural, preocupação quanto a orientação solar e de minimizar o impacto no terreno. (Fonte: Archdaily).
A concepção do projeto, explicando o motivo do desenho: aproveitamento da vista, da luz natural, preocupação quanto a orientação solar e de minimizar o impacto no terreno. (Fonte: Archdaily).

 

Entrada da Capitol Hill Residence. Na imagem, nem parece que o terreno é um declive íngreme. (Fonte: Archdaily).
Entrada da Capitol Hill Residence. Na imagem, nem parece que o terreno é um declive íngreme. (Fonte: Archdaily).

 

Implantação. (Fonte: Archdaily).
Implantação. (Fonte: Archdaily).

 

Planta do primeiro pavimento. (Fonte: Archdaily).
Planta do primeiro pavimento. (Fonte: Archdaily).

 

Planta do segundo pavimento. (Fonte: Archdaily).
Planta do segundo pavimento. (Fonte: Archdaily).

 

A fundação com área mínima acompanhou a da casa antiga que ali estava. Os pavimentos superiores possuem balanços, que aumentam a área sem ocupar uma maior área do lote.

 

Os balanços dos pavimentos superiores geraram espaços extras para os usuários, com menos interferência no térreo, devido a sua planta enxuta. (Fonte: Archdaily).
Os balanços dos pavimentos superiores geraram espaços extras para os usuários, com menos interferência no térreo, devido a sua planta enxuta. (Fonte: Archdaily).

 

O segundo destaque do projeto fica logo na entrada: o espelho d’água, alimentado pelas águas pluviais. Este lago de retenção garante que a água de escoamento seja gradativamente enviada para o sistema da cidade, sem sobrecarregá-lo. Foi uma alternativa esteticamente agradável e substituiu o tanque enterrado.

 

O percurso da água pluvial, que alimenta o espalho d'água implantado ao longo da fachada da casa. (Fonte: Archdaily).
O percurso da água pluvial, que alimenta o espalho d’água implantado ao longo da fachada da casa. (Fonte: Archdaily).

 

Ao entrar na casa, sentimos outro conceito central do projeto: o aproveitamento da luz natural. São aberturas generosas que deixam o núcleo da residência iluminado, local de entrada e circulação da casa.

 

Podemos observar a presença de uma abertura zenital, que contribui ainda mais a entrada de luz natural. (Fonte: Archdaily).
Podemos observar a presença de uma abertura zenital, que contribui ainda mais a entrada de luz natural. (Fonte: Archdaily).

 

As aberturas generosas emolduram a paisagem de Seattle. (Fonte: Archdaily).
As aberturas generosas emolduram a paisagem de Seattle. (Fonte: Archdaily).

 

Claro que a preocupação dos profissionais também foi para o lado da eficiência energética. Estudos solares moldaram alguns partidos de projeto, como posicionamento das aberturas e o uso de venezianas.

 

Para não aumentar a carga térmica no interior da casa, venezianas previnem a entrada excessiva da radiação solar, sem perder a vista de Seattle. (Fonte: Archdaily).
Para não aumentar a carga térmica no interior da casa, venezianas previnem a entrada excessiva da radiação solar, sem perder a vista de Seattle. (Fonte: Archdaily).

 

Estudos solares contribuem para a busca de soluções, ou seja, para proporcionar o aquecimento passivo, no inverno, e para evitar a radiação direta, no verão. (Fonte: Archdaily).
Estudos solares contribuem para a busca de soluções, ou seja, para proporcionar o aquecimento passivo, no inverno, e para evitar a radiação direta, no verão. (Fonte: Archdaily).

 

O material dos degraus é translúcido, de acrílico jateado, para transmitir luminosidade para os andares inferiores. Os guarda-corpos são feitos de vidro pelo mesmo motivo. Usando-se duas folhas de laminado, não houve necessidade de acabamento superior, deixando uma permeabilidade visual maior.

Para a escada não roubar a cena no hall, o arquiteto eliminou o apoio do lado externo, deixando os degraus em balanço.

 

Degraus translúcidos em balanço, com guarda-corpo de vidro incolor. (Fonte: Archdaily).
Degraus translúcidos em balanço, com guarda-corpo de vidro incolor. (Fonte: Archdaily).

 

Interior da residência. (Fonte: Archdaily).
Interior da residência. (Fonte: Archdaily).

 

Outros sistemas sustentáveis foram utilizados na casa, como energia solar e poços geotérmicos.

 

30 painéis fotovoltaicos foram instalados na cobertura e geram energia de volta para a rede. A temperatura da residência é controlada com ajuda dos poços geotérmicos. (Fonte: Archdaily).
30 painéis fotovoltaicos foram instalados na cobertura e geram energia de volta para a rede. A temperatura da residência é controlada com ajuda dos poços geotérmicos. (Fonte: Archdaily).

 

 


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Fontes:

ArchdailyHGTV

 

 

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